Diversos ataques terroristas e suicidas ocorreram nestes países. E não foi por acaso, eles são os que mais recebem imigrantes do Oriente Médio devido a uma guerra civil que ocorre lá atualmente

Como o ritmo de crescimento das populações islâmicas é exponencial, as potências do bloco europeu já regulamentaram algumas restrições em suas fronteiras. Um caso peculiar foi o da Alemanha. A qual a Câmara do Deputados da Alemanha aprovou uma legislação voltada a conter a entrada de imigrantes, gerando uma divergência com a chanceler Angela Merkel dentro de seu próprio partido. Já em 2014, o eleitorado da Suíça aprovou por estreita margem uma proposta legislativa de um partido de direita para restringir a movimentação de pessoas de e para a UE. Esta ação gerou tensões políticas com a França, como disse o chanceler da época,  Laurent Fabius, “Iremos  rever nossas relações com a Suíça”.

Imigrantes se esgueirando para a Hungria por debaixo da fronteira não terminada com a Sérvia, Agosto de 2015. Crédito: Gémes Sándor/SzomSzed

Dados da imigração na União Européia

É evidente que com a emigração em massa para a Europa de refugiados de guerra, o número de muçulmanos cresça cada vez mais com o passar dos anos. E isto pode afetar as políticas de fronteiras abertas destes países.

De todos os membros da União Européia, a França e a Alemanha são os que possuem o maior número de muçulmanos. De acordo com uma pesquisa feita pelo Pew Research Center, a França tem 7,5% de sua população muçulmana, seguida pela Alemanha com 5,8% e Inglaterra com 4,8%. Entretanto, na Rússia, a população muçulmana chega a 10%, cerca de 14 milhões de pessoas da religião islâmica, definitivamente a maior do continente.

Outro fato importante é a idade das pessoas que adentram nestas nações. A média é de homens na faixa etária dos 30 anos, que são aproximadamente 72% dos imigrantes e refugiados. Por se encontrarem em idade adulta, estes homens as vezes levam crenças culturais e formas de vida que são muito diferenciadas do Ocidente.

Ataques de novembro de 2015 na França

Terrorist attacks in Paris on November 13 : News Photo
Oficiais da polícia e paramédicos cuidam dos feridos depois dos ataques a tiros na casa de música Bataclan. Crédito: Pierre Terdjman/Paris Match via getty Images

Uma série de atentados ocorrida na noite do dia 13 deixou um saldo total de 180 mortos. Os locais – alvo foram Paris e Saint – Denis. Os métodos de homicídio de consistiram em fuzilamentos em massa, atentados suicidas, explosões e o uso de reféns. Foram três explosões e seis fuzilamentos em massa, incluindo lugares próximos ao Stade de France, quando ocorria jogo de futebol ocorrendo. O ataque mais mortal foi no teatro Bataclan, onde morreram 89 pessoas, incluindo os terroristas. Abaixo segue um vídeo gravado na madrugada do dia 14 de novembro, pelo jornalista Daniel Psenny do Le Monde:

Ataque suicida no aeroporto de Istambul na Turquia

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Mulher ferida cobre o rosto enquanto é atendida e levada por uma ambulância após explosões no aeroporto internacional de Istambul, na Turquia. Crédito: Goan Tomasevic/Reuters via G1

Um atentado terrorista ocorrido no dia 28 de junho, deixou 41 mortos e ao menos 239 feridos. Foi sem dúvidas o ataque mais violento na capital turca, que em 2016 foi atingida por outros três atentados. Segundo o primeiro-ministro turco, Bimali Yildirim, “os indícios apontam para o Daesh” (acrônimo em árabe do Estado Islâmico) como responsáveis pelo atentado.

Imagens e vídeos do atentado mostram uma bola de fogo na entrada do terminal, com correria e pessoas gritando desesperadas. Aqui está um vídeo do atentado:

O medo do terrorismo possui relação com a onda de refugiados e problemas econômicos

De acordo com um outro estudo da Pew Reseach Center, a recente proeminência de refugiados na Europa têm alimentado a retórica de partidos de extrema direita europeus. Isto também resultou, de certa forma, na saída do Reino Unido da União Européia. Ao mesmo tempo, os ataques em Bruxelas, Paris e outros países alimentou o medo do público sobre o terrorismo. A Pew Research fez uma pesquisa com 10 países para verificar se a crise de refugiados e o terrorismo estão relacionados nas mentes dos europeus. Em oito de todas as nações pesquisadas, mais da metade acredita que a vinda de refugiados pode estimular o terrorismo em seus países.

Na Hungria 76%¨da população acredita que refugiados aumentariam as chances de terrorismo em seu país. Assim, como no Reino unido 52% acredita nisto também. Na França, apenas 42% pensam assim. E na Alemanha 62% pensam desta forma.

Mas o terrorismo não é a única preocupação dos habitantes da Europa, a maioria está preocupada com os problemas econômicos advindos com os imigrantes. Húngaros, polacos, franceses e italianos pensam nisso como problema crucial, com mais população estrangeira em seus países. A Suécia e Alemanha são as únicas que pelo menos dizem que que os refugiados farão suas nações fortes devido ao seu trabalho e talento. Porém, em pelo menos metade da Suécia e Itália, dizem que os refugiados são mais culpados por crimes do que outros grupos.

De acordo com a pesquisa, a visão negativa de muçulmanos predomina na Europa Oriental e em sua parte sul.

Outra incógnita é sobre como estes refugiados de maioria islâmica irão absorver as culturas de suas novas terras. Cerca de 11% da população da Grécia acredita que os muçulmanos aceitarão a sua cultura local. Já na Hungria 76% acredita que não.

A ocorrência de diversos estupros por refugiados na Alemanha

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Refugiados sírios protestam contra estupros na Alemanha, condenando ataques contra mulheres. Crédito: AJ+

Devo deixar aqui ressaltado alguns fatos  que geram temor dos viventes da Europa e principalmente dos alemães.

Cerca de 80% dos refugiados/migrantes no abrigo em Munique são homens… o preço de favores sexuais de mulheres requerentes de asilo é de dez euros. Segundo a emissora Bávara Bayerischer Rundfunk.

A polícia na cidade bávara de Mering, onde uma menina de 16 anos foi estuprada em 11 de setembro, emitiu um alerta para que os pais não deixem seus filhos saírem de casa desacompanhados. Na cidade bávara de Pocking, os diretores do Wilhelm-Diess-Gymnasium alertaram os pais a não deixarem suas filhas vestirem roupas provocantes com o intuito de evitar “mal-entendidos”.

Uma invasão policial nas dependências para refugiados em Munique descobriu que os guardas contratados para a segurança estavam envolvidos em tráfico de drogas e armas, além de fazerem vista grossa em relação à prostituição.

Enquanto isso, o estupro de mulheres alemãs cometidos por requerentes de asilo está se tornando lugar comum.

Então, é muito complicado quando lidamos com uma crise humanitária tão complexa e difícil, principalmente quando falamos de terrorismo. Será necessária muita paciência e comprometimento das populações para que esta crise não se agrave nos próximos anos que estão por vir.

Para finalizar, um vídeo mostrando um protesto dos refugiados contra esta onda de estupros e ilegalidades:

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