O Impeachment melhorou ou piorou as nossa finanças? Aqui vamos com alguns fatos econômicos desencadeados pela sucessão política no Palácio do Planalto

Eduardo Cunha, Michel Temer e Renan Calheiros
Eduardo Cunha, Michel Temer e Renan Calheiros foram os maiores articuladores da mudança de governo. Na foto, estão no momento da posse da presidência. Fonte: felipevieira.com.br

O impeachment realmente deu tônus ao mercado financeiro, preenchendo suas expectativas. O líder do país estava na berlinda durante o rito do impeachment , o que deixou os investidores mais acuados com mercado financeiro do país. Segundo a jornalista Natália Cacioli, do Estadão Conteúdo, a bolsa de valores da Bovespa já teve uma alta de 40% neste ano. E de acordo com o coordenador do laboratório de finanças do Insper, Michael Viriato, “a economia não vai crescer mais 30% neste ano”. A diminuição do preço dos barris de petróleo, foi um dos fatores que causaram a crise interna brasileira, por mais que a bolsa tenha se recuperado, ela não possui uma previsão de alta expressiva neste ano.

Como o Dólar está se comportando? E a nossa relação com os juros e a inflação?

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Hoje, o Ibovespa está perto dos 60 mil pontos, é possível que ainda cresça mais 10%. Crédito: SambaPhoto/Eduardo Barcellos

Existem diversas presunções direcionadas ao futuro na nossa economia. Marcio Pochmann, que foi integrante dos governos Lula e Dilma, disse ao G1 que “o Brasil deve sair da recessão em 2017″. É evidente que o Dólar vem em  alta desde o início do ano. O valor da moeda chegou a 4,00 reais, atualmente ela oscila no valor de 3,20. O que é muito bom, porém há no mercado uma grande estimativa de alta da moeda americana de pelo menos 3,75 até o ano de 2020. Pochmann ainda comentou que: ” a redução dos juros pouparia 30 bilhões em 12 meses”.

A inflação aumentou de 7,34% para 7,36%, diminuindo o poder de compra do brasileiro. Em suma, ela desacelerou e fechou agosto em 0,44%, menor do que os meses anteriores.

O juros atuais implantados pelo Banco Central – para tentar conter a inflação – é o maior em 10 anos, no valor de 14,25%. Contudo, o mercado prevê que até 2017 o juros estará em 11%. E até 2020, ficaria em menos de 10% ao ano.

O que aconteceu com o Produto Interno Bruto do Brasil?

Visitantes observam preços de ações em monitores da BM&FBovespa, em São Paulo
O PIB chegou a melhorar um pouco neste ano. Fonte: Paulo Whitaker/Reuters

De acordo com alguns economistas do Boletim Focus, feito pelo Banco Central sobre estimativas de 2016, o PIB  aumentou do -3,2% para -3,18%. Não é muito, permanece negativo, porém,  continua numa recessão. A estimativa para o ano que vem é de um aumento de 1,37% e fica como o esperado pelos investidores.

 

Quais os bancos que mais ganharam lucro com o período de crise financeira?

Cadê o lucro?
Charge ironiza o lucro dos bancos. Fonte: bancáriosbahia.org.br
  • Bradesco

Em setembro de 2015 o banco valia 120,01 bilhões de reais. E no ano de 2016 no mês de setembro acumulou 167,89 bilhões, um aumento  de mercado no valor  de 47,87 bilhões.

  • Itaú Unibanco

Seu valor em 2015 era de 155,96 bilhões, já em 2016 pulou para 203,12 bilhões. O aumento de mercado foi de 47,16 bilhões de reais.

  • Santander

Só em 2016 o Santander cresceu 31,28 bilhões em valor de mercado. Chegando a marca de 85,50 bilhões em valor de mercado um aumento de aproximadamente 16,96% em um ano.

  • Banco do Brasil

O banco gerido pelo Estado teve um aumento real de 19,38 bilhões em seu valor de mercado, chegando ao número de 67,19 bilhões no total. Um dos bancos que menos cresceu com a crise financeira.

É notável que com o aumento das dívidas, o enriquecimento dos bancos subiu exponencialmente. Com a alta das taxas de juros, inflação e menor confiança interna do mercado, proporcionaram a estas empresas bons momentos econômicos em 2016. A instabilidade política, em alguns bancos, nunca gerou tanto lucro.

Fonte: EXAME 

Cheques sem fundo, desemprego, dívidas municipais e estatais. Palavras ouvidas com frequência neste ano fazem parte do nosso infográfico, disponível no link abaixo:
https://magic.piktochart.com/embed/16184305-infografico-economico-da-crise-financeira-brasileira-copy

E qual o valor de déficit (dívida do Estado brasileiro) atual?

O nosso país está com um dos maiores déficits desde 1997. Fonte: Nelson A Ishikawa/ IStockphoto

O déficit brasileiro é enorme e está num valor atual de 170 bilhões. Ele é capaz de engolir economias de países inteiros e ainda não poderia ser paga por completo. Existem muitas previsões sobre quanto tempo será levado para esta dívida ser quitada. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é o responsável por fornecer informações obre este assunto. “Não há como transformar um déficit primário de R$ 170 bilhões em superávit em um ano ou dois, principalmente no meio de uma forte recessão”, informou Meirelles durante palestra para empresários em São Paulo, segundo o G1.

O contrário de um déficit é o chamado superávit, uma folga na economia do país, um lucro propriamente dito. Este superávit serve para investimentos e prestação de serviços internos pagos pelo governo. Quando questionado a respeito de um possível lucro estatal no futuro próximo, Meirelles rebateu:. “Nossa expectativa é, de fato, não só 2019, mas até 2019 já tenha superávit”. Mas não podemos nos esquecer que existem vários fatores para que isto ocorra, a arrecadação de tributos, o crescimento econômico e a estabilidade política de contratos.

Ainda há em tramitação na Câmara e no Senado uma PEC (Proposta e Emenda da Constituição, que limita e impõe um teto nos gastos públicos por um período de 20 anos. Determinando, assim, um limite mais controlado das despesas públicas, diminuindo o juros. Se aprovada, a confiança na economia pode melhorar e consequentemente a vida do cidadão brasileiro.

Alguns líderes do governo no Congresso, afirmaram que a aprovação da PEC seria um prioridade para o Poder Executivo e pelo visto a maioria dos deputados é favorável à decisão.

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